Uma pesquisa recente publicada na revista Healthcare analisou características da voz de pessoas pós-COVID-19 e comparou com indivíduos saudáveis, mostrando alterações vocais mesmo meses após a infecção. Participaram 134 voluntários: 64 pessoas que tiveram COVID-19, com tempo médio de 8,7 meses após a doença, e 70 indivíduos saudáveis que formaram o grupo de controle.
As gravações foram feitas em celulares, envolvendo produção de vogal sustentada, leitura de uma frase e recitação de uma rima. Diferenças entre homens e mulheres foram observadas em frequência vocal e variação de frequência, sugerindo que mulheres podem apresentar alterações mais acentuadas.
Segundo os autores, essas alterações vocais podem refletir tensão e fadiga vocal relatadas pelos pacientes e têm potencial para serem usadas como biomarcadores na triagem de distúrbios vocais em long-COVID, inclusive com auxílio de inteligência artificial para acelerar diagnósticos.
O estudo, parte do projeto SPIRA-BM (Sistema de Detecção Precoce de Insuficiência Respiratória por Análise de Biomarcadores de Voz), foi conduzido por Larissa Cristina Berti, Marcelo Gauy, Luana Cristina Santos da Silva, Julia Vasquez Valenci Rios, Viviam Batista Morais, Tatiane Cristina de Almeida, Leisi Silva Sossolete, Jose Henrique de Moura Quirino, Carolina Fernanda Pentean Martins, Flaviane R. Fernandes-Svartman, Beatriz Raposo de Medeiros, Marcelo Queiroz, Murilo Gazzola e Marcelo Finger.
Você pode conferir esse trabalho na íntegra na revista Healthcare.
