{"id":798,"date":"2026-04-10T14:28:53","date_gmt":"2026-04-10T17:28:53","guid":{"rendered":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/?p=798"},"modified":"2026-04-10T14:29:10","modified_gmt":"2026-04-10T17:29:10","slug":"quem-faz-o-spira-larissa-berti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/2026\/04\/10\/quem-faz-o-spira-larissa-berti\/","title":{"rendered":"Quem faz o SPIRA? &#8211; Larissa Berti"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00e9rie \u201cQuem faz o SPIRA?\u201d apresenta os pesquisadores que integram o projeto e contribuem para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es baseadas em an\u00e1lise de \u00e1udio aplicada a condi\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. Nesta edi\u00e7\u00e3o, a entrevistada \u00e9 a professora Larissa Cristina Berti, cuja trajet\u00f3ria acad\u00eamica e atua\u00e7\u00e3o profissional articulam as \u00e1reas de fonoaudiologia e lingu\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Larissa Berti possui forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida na \u00e1rea, com gradua\u00e7\u00e3o em Fonoaudiologia, mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado internacional, al\u00e9m de livre-doc\u00eancia em fonologia e cl\u00ednica fonoaudiol\u00f3gica. Sua experi\u00eancia inclui temas como aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem oral, fon\u00e9tica e fonologia, an\u00e1lise ac\u00fastica e an\u00e1lise ultrassonogr\u00e1fica, \u00e1reas diretamente relacionadas \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es desenvolvidas no projeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua entrada no SPIRA-BM ocorreu a partir de um convite da equipe, motivado pela necessidade de integrar ao projeto uma pesquisadora com forma\u00e7\u00e3o h\u00edbrida e experi\u00eancia na \u00e1rea da sa\u00fade e na an\u00e1lise da fala. A decis\u00e3o de participar tamb\u00e9m foi influenciada pelo contexto da pandemia de COVID-19 e pela possibilidade de contribuir em uma iniciativa multidisciplinar, reunindo diferentes \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como voc\u00ea entrou no projeto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A minha entrada nessa pesquisa \u00e9 decorrente do convite da professora Flaviane, que gentilmente me chamou para participar. De in\u00edcio eu neguei, mas ela insistiu destacando a import\u00e2ncia de ter um fonoaudi\u00f3logo com forma\u00e7\u00e3o em lingu\u00edstica no projeto. Eu estudo, h\u00e1 muito tempo, ferramentas para an\u00e1lise da fala. Ent\u00e3o, esse convite, ali\u00e1s, se justifica pela minha forma\u00e7\u00e3o hibrida em lingu\u00edstica e fonoaudiologia. Al\u00e9m disso, eu j\u00e1 tinha uma atua\u00e7\u00e3o e uma atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Qual a sua maior motiva\u00e7\u00e3o para integrar a equipe?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Penso que foi pelo contexto da pandemia da COVID-19. Em 2020 est\u00e1vamos naquele per\u00edodo horroroso e eu entendi que poderia contribuir com a minha forma\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia. Tamb\u00e9m destacado a oportunidade de aprender e trabalhar numa equipe multiprofissional, incluindo \u00e1reas como computa\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 muito legal e, ao mesmo tempo, desafiador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como voc\u00ea atuou no treinamento dos coletadores de voz da pesquisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acho que s\u00e3o dois aspectos importantes. Primeiramente, foi uma ajuda, uma contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 minha, mas do grupo inteiro em rela\u00e7\u00e3o ao software de coleta. Nesse sentido, pensamos nas etapas, nas perguntas, nas tarefas, discutindo o que era ou n\u00e3o vi\u00e1vel. Logo depois realizamos um treinamento bem r\u00edgido do ponto de vista metodol\u00f3gico para garantir basicamente as mesmas condi\u00e7\u00f5es de coleta de dados. Assim, por exemplo, treinamos os coletadores a orientar como fazer o paciente a realizar uma vogal sustentada no momento da grava\u00e7\u00e3o, assim como qual seria a melhor dist\u00e2ncia para segurar o celular durante a coleta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De que maneira as tarefas das coletas se justificam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temos um protocolo de coleta que envolve a produ\u00e7\u00e3o de uma vogal sustentada e de uma parlenda, sendo que cada uma dessas tarefas possui um objetivo espec\u00edfico. Ent\u00e3o, por exemplo, quando vamos analisar os par\u00e2metros de voz precisamos da vogal sustentada, pois quando temos apenas a vogal, n\u00e3o temos elementos de fala juntos, conseguindo extrair par\u00e2metros mais relacionados \u00e0 fonte laranja, a fonte de produ\u00e7\u00e3o de voz. Ali\u00e1s, isso \u00e9 uma tarefa muito consensual na \u00e1rea. J\u00e1 a leitura de uma frase \u00e9 necess\u00e1ria porque envolve outras dimens\u00f5es, habilidades lingu\u00edsticas, tendo a\u00ed um ponto de vista da gram\u00e1tica. E no caso da frase utilizada na coleta, vale destacar, que ela foi pensada considerando os locais da gram\u00e1tica que a pessoa pode fazer uma pausa. Ent\u00e3o, qual \u00e9 o padr\u00e3o intuacional de leitura daquela frase? E o que variar em rela\u00e7\u00e3o o que \u00e9 esperado pela l\u00edngua? A gente pode olhar se \u00e9 uma caracter\u00edstica daquela condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica ou n\u00e3o e o quanto se dist\u00e2ncia. Logo, por isso que \u00e9 uma outra tarefa em que podemos extrair par\u00e2metros n\u00e3o somente da voz, mas tamb\u00e9m da fala. E a tarefa da parlenda \u00e9 importante porque pedimos para a pessoa falar alguma coisa de mem\u00f3ria, ou seja, dessa vez sem nenhum apoio escrito. Ent\u00e3o, num geral, s\u00e3o tarefas que olham para aspectos completamente distintos de voz e fala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que s\u00e3o os chamados biomarcadores de \u00e1udios no projeto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa pergunta n\u00e3o tem uma resposta \u00fanica e f\u00e1cil, mas vamos come\u00e7ar do ponto de vista conceitual. Atualmente, existe um grupo internacional que se re\u00fane sistematicamente, um grande projeto que tem se dedicado a estudar e definir o que se entende por biomarcador. Digo isso para ressaltar que teoricamente a defini\u00e7\u00e3o disso \u00e9 super recente. No contexto do SPIRA, entendemos o biomarcador como par\u00e2metros extra\u00eddos do sinal de \u00e1udio, sendo relacionados tanto a voz quanto a fala. Em s\u00edntese, s\u00e3o caracter\u00edsticas ac\u00fasticas que podem predizer uma condi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das caracter\u00edsticas de fala, como pausa e entoa\u00e7\u00e3o, temos tamb\u00e9m de voz: frequ\u00eancia fundamental, caracter\u00edsticas de jitter e shimmer, rela\u00e7\u00e3o ru\u00eddo-harm\u00f4nico. Ent\u00e3o, tem v\u00e1rios par\u00e2metros de voz e fala que v\u00e3o servir para identificar uma condi\u00e7\u00e3o (respirat\u00f3ria no contexto do projeto).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como voc\u00ea enxerga a sua forma\u00e7\u00e3o h\u00edbrida (lingu\u00edstica e fonoaudiologia) nessa pesquisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu penso que a dimens\u00e3o da fono, que \u00e9 uma \u00e1rea mais voltada para a sa\u00fade, se tornou fundamental no projeto, uma vez que temos experi\u00eancia grande em lidar com pacientes. Ent\u00e3o o ambiente de laborat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 estranho pra mim, por exemplo. Por outro lado, penso que a forma\u00e7\u00e3o da lingu\u00edstica vem com uma preocupa\u00e7\u00e3o muito vinculada a quest\u00f5es te\u00f3ricas, incluindo pensar o que esses par\u00e2metros podem dizer em rela\u00e7\u00e3o ao processo de produ\u00e7\u00e3o de fala.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie \u201cQuem faz o SPIRA?\u201d apresenta os pesquisadores que integram o projeto e contribuem para o desenvolvimento<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":800,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,1],"tags":[],"post_badge":[],"class_list":["post-798","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia","category-sem-categoria"],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1.png",948,489,false],"thumbnail":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-300x155.png",300,155,true],"medium_large":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-768x396.png",640,330,true],"large":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1.png",640,330,false],"1536x1536":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1.png",948,489,false],"2048x2048":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1.png",948,489,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-18x9.png",18,9,true],"morenews-featured":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1.png",948,489,false],"morenews-large":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-825x489.png",825,489,true],"morenews-medium":["https:\/\/spira.ime.usp.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/larissa-berti-1-590x410.png",590,410,true]},"author_info":{"info":["spira.bm"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/category\/noticia\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcia<\/a> <a href=\"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/category\/sem-categoria\/\" rel=\"category tag\">Sem categoria<\/a>","tag_info":"Sem categoria","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=798"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/798\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":801,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/798\/revisions\/801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/800"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=798"},{"taxonomy":"post_badge","embeddable":true,"href":"https:\/\/spira.ime.usp.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/post_badge?post=798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}